O erro que QUASE me REPROVOU no TCC da Engenharia 😬

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O erro que QUASE me REPROVOU no TCC da Engenharia

Meus queridos, o vídeo de hoje é uma prova de que a Engenharia definitivamente não é para amadores e sim posso considerar que cometi um erro bem amador logo no final da faculdade.

Em 2014, eu André Mafra, estava concluindo minha monografia, popularmente conhecida como TCC – Trabalho de Conclusão de Curso da Engenharia Elétrica, e depois de meses escrevendo uma tese, eu tirei apenas 71 pontos no que eu considerava o “projeto estudo” da minha carreira, e olha que a pontuação de corte era 70 pontos, então passei na beira!

Enfim, na aula de hoje vou contar em detalhes qual foi o ERRO BESTA que quase me reprovou no TCC de Engenharia, vou inclusive mostrar meu trabalho da época, explicar o porquê tiveram pena de mim e resolveram me aprovar e como você não vai cair nessa falha imatura que eu tive. Tem a ver com dimensionamento!

Bom, o TCC era em dupla, eu e meu colega JUNIO OLIVEIRA, esse do canto ai, o do meio é outro colega nosso Rafael.

Nosso orientador era também o coordenador do curso, engenheiro JOILDO, inclusive é um cara que me ensinou muita coisa, ele supervisionou muitos projetos que fiz ao longo da faculdade. Só que como diz ele mesmo, o bom pai também corrige, não só passa a mão na cabeça, e foi isso que aconteceu na monografia..

Eu e Junio escolhemos o tema ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA ENTRE BAIXA E MÉDIA TENSÃO NO PRÉDIO SEDE DA FIC EM CARATINGA, MG

A FIC é a própria faculdade que estávamos nos formando!
Na época ela tinha 3 unidades consumidoras de trifásicas variando de 60 a 200A, isso em prédios paralelos, eram três contas de energia ao todo, sendo que um dos padrões de entrada vivia desligando por sobrecarga, isso com mais de 120kVA de demanda disponível em.

Só que pra ter certeza disso, a nossa ideia foi mapear toda instalação elétrica dos prédios, através de vistorias técnicas e também análise dos projetos existentes, em busca de oferecer uma solução para evitar os desligamentos e se possível diminuir o valor da conta de energia, encontramos uma carga instalada de quase 240kW

Depois de alguns meses de trabalho, chegamos a conclusão que seria mais interessante a faculdade solicitar a migração da carga instalada para atendimento em média tensão, e com isso fazer uma obra e ter uma subestação própria abrigada.

Fizemos as contas, aplicamos os critérios de demanda estipulados na ND5.3 da CEMIG que é pra fornecimento em média tensão, e chegamos a uma demanda aproximada de 200kVA, e ai que começou nosso erro.

Na tabela 1, eu identifiquei a faixa da potencia nominal, vi lá 225KVa e simplesmente errei na coluna da tensão secundária, veja só de vermelho, escolhemos a tensão de fase 220/380V, sendo que nesse caso o atendimento era 127/220V, sim era a linha de cima!
Dimensionamos uma proteção geral de 350A e cabos de fase 120mm², sendo que o correto era uma proteção de 600A e cabos de fase 240mm², enfim, erramos por uma linha, mas isso afetou o projeto inteiro.

Mas aí você deve tá pensando, poxa André seu orientador devia ter pego esse erro ao corrigir o projeto não?

Sim, ele falou comigo que viu o erro, mas deixou a gente ir pra apresentação e tomar essa paulada pelos examinadores, inclusive ele mesmo estava na bancada de exame e foi ele quem mostrou aos examinadores o erro.

Porém, depois de debatido, eles viram que nosso projeto era altamente aplicável, pois resolveria o problema da sobrecarga e a diferença da tarifa de baixa para média tensão, traria uma economia de mais de 20% na conta de luz, além do custo da obra que iria se pagar em pouco mais de 3 anos.

Por esse motivo, resolveram ter piedade da gente, eles viram o esforço feito no levantamento técnico e nos cálculos, e acharam super nobre defendermos como tese de monografia um problema da nossa realidade, no caso a própria faculdade. Aí deram 71 pontos e nos passaram no TCC.

Por fim o Joildo, nosso orientador e coordenador, falou comigo a frase que nunca mais esqueci, “O bom pai não só passa a mão na cabeça, ele também corrige!”

Espero que eu sirva de exemplo e que você tenha aprendido alguma coisa a mais com mais um dos erros que já cometi na minha carreira, afinal “melhor aprender com os erros dos outros do que com os próprios erros” né não?